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Notícia

Criminal
MPRJ denuncia e obtém prisão preventiva de traficantes responsáveis por ataques a templos de religiões de matriz africana
Publicado em 22/02/2021 20:56 - Atualizado em 23/02/2021 10:42

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) e da 1ª Promotoria de Investigação Penal dos Núcleos Duque de Caxias e Nova Iguaçu denunciou os traficantes Álvaro Malaquias Santa Rosa (vulgo Peixão) e outras seis pessoas por ataques a locais e pessoas de religiões de matriz africana. As prisões de seis denunciados foram decretadas pela 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias e a 1ª Vara Criminal de Nova Iguaçu.

De acordo com as denúncias, em uma das vezes Peixão ordenou que o denunciado Luan da Silva Soares, vulgo “Negueba”, um adolescente infrator e mais dois homens não identificados constrangessem e ameaçassem, utilizando arma de fogo, o pai de santo e os frequentadores de um templo de candomblé localizado no bairro Parque Paulista, em Duque de Caxias, determinando que abandonassem o local. Durante o ataque, eles também exigiram que todos os terreiros da localidade fossem fechados. Em outra ocasião, os criminosos, que se autodenominam “Bandidos de Jesus”, invadiram outro culto, gritando e ameaçando os participantes, proibindo-os de andar de roupa branca na localidade de Parque Paulista.

As abordagens ocorreram por diversas vezes, sempre cometidas por traficantes armados que diziam que o templo seria fechado. De acordo com a denúncia, Álvaro Malaquias Santa Rosa (vulgo Peixão) “que é o primeiro homem do tráfico de drogas da Comunidade de Parada de Lucas, e que exerce domínio explícito sobre outras comunidades, dentre elas a Comunidade Parque Paulista, em Duque de Caxias, por ser supostamente evangélico, não admite que religiões de matriz africana sejam professadas nos territórios sobre os quais ele tem domínio.”

A liderança de Álvaro Malaquias em comunidades da Baixada Fluminense já havia sido identificada pelo GAECO/MPRJ  no ano de 2016, durante investigação resultou em denúncia e operação nomeada "Boi da Cara Preta". Ele possui outros 09 mandados de prisão em aberto.

Por MPRJ

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