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Notícia

Criminal
MPRJ prende mais um integrante da milícia de Rio das Pedras
Publicado em 07/10/2019 16:54 - Atualizado em 07/10/2019 16:57

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), e com o auxílio da Polícia Rodoviária Federal, prendeu no domingo (06/10), em Guapimirim, Fabiano Cordeiro Ferreira, o “Mágico”, integrante do grupo miliciano que atua em Rio das Pedras. Com a prisão de Fabiano, apenas um dos denunciados na operação “Intocáveis” continua foragido, o ex-policial militar Adriano Magalhães da Nóbrega, o “Capitão Adriano”.

Fabiano era o responsável por ser o braço armado do grupo, uma espécie de soldado da organização criminosa que agia sob os comandos da liderança em ações armadas, sobretudo na prática de homicídios e na cobrança de taxas aos moradores e comerciantes das localidades dominadas pelo grupo. A operação “Intocáveis” foi realizada em 22/01 para prender integrantes da organização criminosa que atua nas comunidades de Rio das Pedras, Muzema e adjacências, na zona Oeste do Rio. As investigações, realizadas por meio de escutas telefônicas e notícias de crimes, recebidas pelo canal Disque Denúncia, evidenciaram que os denunciados exerciam várias atividades ilegais, entre elas o de grilagem, construção, venda e locação ilegais de imóveis; receptação de carga roubada; posse e porte ilegal de arma; extorsão de moradores e comerciantes, mediante cobrança de taxas referentes a ‘serviços’ prestados; pagamento de propina a agentes públicos; e agiotagem.

De acordo com a denúncia apresentada pelo GAECO/MPRJ, “Capitão Adriano”, Major Ronald e o tenente reformado da Polícia Militar, Maurício Silva da Costa (‘Maurição’, ‘Careca’, ‘Coroa’ ou ‘Velho’) eram os líderes da organização. Por sua vez, Jorge Alberto Moreth (‘Beto Bomba’) era o presidente da Associação de Moradores da comunidade de Rio das Pedras, cargo conquistado a partir de ameaças e uso de força, sendo exatamente nesta organização social onde se consolidavam as transações de compra e venda dos imóveis construídos ilegalmente e a manipulação de documentos necessários à concretização de operações ilícitas. ‘Beto Bomba’ gozava de informações privilegiadas sobre operações policiais realizadas nas localidades dominadas, sempre alertando seus subordinados, de forma prévia, sobre as intervenções programadas, a fim de que o esquema criminoso não fosse desbaratado.

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