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MPRJ e Polícia Civil fazem operação para prender suspeito de ser o executor de cinco jovens em condomínio de Maricá
Publicado em 09/04/2018 11:11 - Atualizado em 09/04/2018 14:56

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), e a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG), realizaram operação nesta segunda-feira (09/04), para cumprir mandado de prisão temporária contra João Paulo Firmino, suspeito de ser o executor de cinco jovens, no dia 25 de março, no Condomínio Carlos Marighella, do programa federal ‘Minha Casa, Minha Vida’, em Itaipuaçu, Maricá.

De acordo com as investigações, os homicídios de Matheus Barauna dos Santos; Patrick da Silva Diniz; Mateus Bitencourt da Silva; Sávio de Oliveira Vitipó e Marcus Jonathan Silva de Souza foram praticados em típica atividade de extermínio, por integrante de milícia.

Consta dos autos do inquérito que as vítimas, todas jovens, com idade entre 14 e 20 anos, foram abordadas no interior do condomínio onde residiam, quando o executor determinou que todos deitassem no solo e efetuou diversos disparos de arma de fogo contra regiões letais, como cabeça e tórax. Testemunhas afirmaram que, apesar de alguns dos jovens fazerem consumo de substâncias entorpecentes, nenhum deles traficava drogas.

A descrição detalhada de João Paulo Firmino foi feita por uma testemunha que relatou que, ao ouvir os tiros, na madrugada do dia 25, foi até a janela e viu o executor. Disse ainda que o assassino, antes de entrar no veículo que conduzia, gritou: “Entra todo mundo, pois aqui é a milícia. Vou acabar com a bagunça do condomínio”.

Firmino também foi reconhecido por outras pessoas que presenciaram o crime. Segundo as investigações, há ainda outros moradores que teriam condições de reconhecer o autor do crime, mas temem represália por parte da milícia. Além da prisão de João Paulo Firmino, a operação cumpre mandados de busca para apreender armas, veículos, valores em espécies, celulares, computadores e produtos ilícitos.

Após a operação, os promotores de Justiça Antônio Peçanha e Rômulo dos Santos Silva concederam entrevista coletiva na Cidade da Polícia, em Benfica, Zona Norte do Rio. Além de João Paulo Firmino, foram presos outros dois suspeitos na ação desta manhã. Eles estavam foragidos da justiça e fazem parte da mesma organização criminosa que atua em Maricá, segundo as investigações. Com eles, a polícia civil apreendeu drogas, um carro roubado e uma arma. Contra os dois, já havia mandados de prisão expedidos em decorrência de outros inquéritos policiais.  

 

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