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Criminal
MPRJ realiza operação para cumprir mandados de prisão contra milicianos em Itaboraí
Publicado em 04/07/2019 10:37 - Atualizado em 04/07/2019 11:47

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), e em parceria com a Polícia Civil, realiza, nesta quinta-feira (04/07), a operação Salvator para cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra 77 integrantes de organização criminosa que atua em Itaboraí, voltada para a prática de crimes de homicídios em atividade típica de extermínio, roubos, extorsões, estelionatos, receptações e crimes da lei de armas e da lei de tortura. O grupo miliciano foi constituído e implementado, inicialmente, como espécie de ‘franquia’ da organização ‘Grupo criminoso de Curicica’, com atuação na capital fluminense e liderada pelo também denunciado Orlando Curicica, que fornecia armamento e ‘soldados’ para a milícia local, liderada por Renato,  conhecido como “Renatinho problema “ ou  ‘Natan’, que o retribuía com o repasse de percentual dos valores arrecadados em Itaboraí. A ação contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Corregederia da Polícia Militar (PMERJ) e da Superintendência do Sistema Penitenciário (SISPEN).

A organização criminosa – com funções bem definidas, tais como donos, lideranças, gerência, ‘matadores’, recolhedores, soldados ou olheiros – começou a se estabelecer em Itaboraí no final de 2017 e início de 2018, período em que foram noticiados os primeiros crimes praticados pelo grupo, tais como a cobrança das ‘taxas de segurança’ e ‘gatonet’, entre outros delitos, especialmente nas áreas de Visconde de Itaboraí, Areal e Porto das Caixas – localidades nas quais, até então, a atividade de tráfico era explorada pela facção ‘Comando Vermelho’. Importante destacar que integrantes da organização são apontados como autores, em parceria com policiais militares, da maior chacina já ocorrida em Itaboraí, em 20 de janeiro de 2019, oportunidade em que dez pessoas foram brutalmente assassinadas.

Para fundamentar o pedido de prisão preventiva, aponta o MPRJ que todos os denunciados são peças importantes da mesma engrenagem, sem os quais a organização criminosa não se manteria ativa da forma como se mantém. E que, enquanto todos os seus integrantes não forem retirados de circulação, suas atividades permanecerão a pleno vapor. Assim, ressalta o parquet fluminense que a ordem pública reclama a prisão dos denunciados, de modo a evitar que continuem expostos aos mesmos estímulos criminosos que os mantém delinquindo. Além do cumprimento da prisão preventiva e dos mandados de busca e apreensão de aparelhos eletrônicos e anotações de integrantes da organização, o MPRJ obteve na Justiça a quebra de sigilo de dados e o bloqueio de contas bancárias dos denunciados. A denúncia foi recebida e as prisões decretadas pelo  juízo da  1ª Vara  Criminal  da comarca de Itaboraí. Com a prisão dos milicianos e, inclusive, das lideranças, acredita-se que a organização  será desmantelada.

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