Notícia
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O Núcleo de Atuação Perante as Centrais de Audiência de Custódia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (NACAC/MPRJ) obteve, no sábado (04/07), em audiência de custódia, a conversão em prisão preventiva de Rodrigo Maurício de Andrade dos Anjos. Ele foi preso em flagrante com um grande aparato bélico, durante operação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), realizada na última quinta-feira (02/07), contra integrantes de uma milícia que atua em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Rodrigo Maurício, conhecido como "Descolado" ou "DJ Descolado", é apontado pelas investigações como uma das lideranças da organização paramilitar e tentou fugir ao perceber a ação policial, em um carro adulterado.
Conforme consta nos autos, os policiais aproximaram-se do veículo conduzido por Rodrigo Maurício e determinaram sua parada. Ao tentar romper o bloqueio, o custodiado acelerou e colidiu com a viatura policial. Em seguida, abandonou o automóvel e tentou fugir a pé, sendo alcançado pelos agentes.
No carro utilizado pelo custodiado, foram encontrados um fuzil calibre 5,56 municiado, seis carregadores abastecidos, expressiva quantidade de munições, uma pistola calibre 9 mm com numeração suprimida, um simulacro de arma de fogo, um caderno de anotações, envelopes identificados com nomes e valores, além de mais de R$ 8 mil em espécie.
Os policiais também apuraram que o veículo apresentava peças adulteradas, com incompatibilidade entre os identificadores do chassi, do motor e da placa fixada.
Com base nos fatos, foi lavrado auto de prisão em flagrante pela suposta prática dos crimes de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito ou proibido, integração, manutenção ou custeio de milícia privada e condução de veículo automotor adulterado ou remarcado ilicitamente.
Durante a audiência de custódia, o NACAC/MPRJ requereu a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, destacando a gravidade concreta dos fatos, e como forma de garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal.
Por MPRJ
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