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O Grupo de Atuação Especializada do Tribunal do Júri do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAEJURI/MPRJ) obteve, na noite desta quarta-feira (30/09), a condenação do policial militar Carlos Fernando Dias Chaves a 30 anos de prisão pela morte de Thiago Guimarães Dingo, de 24 anos, e Jorge Lucas de Jesus Martins Paes, de 17. O crime ocorreu em 29 de outubro de 2015, na Pavuna, Zona Norte do Rio. À época lotado no 41º BPM (Irajá), o PM atirou contra os jovens e alegou ter confundido com um fuzil o macaco hidráulico que Jorge carregava.
Thiago e Jorge seguiam para uma oficina mecânica quando passaram pela equipe da PM que patrulhava a região. Segundo a denúncia, Carlos Fernando desembarcou da viatura e efetuou o disparo que atingiu os dois pelas costas. As vítimas morreram no local.
Os promotores de Justiça Bruno Bezerra e Mariáh Paixão, membros do GAEJURI/MPRJ, sustentaram em plenário que Carlos Fernando agiu de forma que impediu a defesa das vítimas, atingidas pelas costas com disparo de arma de grosso calibre.
Após a condenação, Carlos Fernando deixou o plenário preso. A sentença também determinou a perda do cargo de policial militar.
“Duas vidas foram interrompidas por uma ação que não deu às vítimas qualquer possibilidade de defesa. A resposta do Tribunal do Júri, mais de uma década depois do crime, reafirma que o uso da força por agentes do Estado deve estar submetido à lei e à responsabilização quando ultrapassa seus limites”, afirma a coordenadora do GAEJURI/MPRJ, promotora de Justiça Simone Sibílio.
Por MPRJ
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