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MPRJ grava 17ª edição do projeto Personalidades
Publicado em Fri May 06 13:45:32 GMT 2022 - Atualizado em Fri May 06 13:42:46 GMT 2022

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Centro de Memória Procurador de Justiça João Marcello de Araújo Júnior (CDM/MPRJ), realizou, na quinta-feira (05/05), a gravação da 17ª edição do projeto Personalidades do MPRJ. Gravado no foyer do 9º andar do edifício-sede, o programa teve como convidados o procurador-geral de Justiça, Luciano Mattos, e as procuradoras de Justiça Patrícia Silveira da Rosa e Rosani da Cunha Gomes, e tratou do tema 'Promotoria do Meio Ambiente: uma questão de sobrevivência'.  

O apresentador do programa, procurador de Justiça Márcio Klang, coordenador do CDM/MPRJ, explicou a escolha do assunto para a 17ª edição. “Esse tema começou a ganhar visibilidade a partir da década de 1970, quando foi criada uma curadoria do Meio Ambiente no MP, sendo o primeiro titular o promotor de Justiça João Batista Petersen Mendes. A partir daí, foram tomadas providências muito importantes. Há bastante tempo o MP vem atuando para a preservação ambiental. Por isso, trouxemos três colegas nossos que atuam há muito tempo na área e possuem vasta experiência, são pioneiros”, disse.  

O primeiro bloco teve início com a entrevista do PGJ, que falou como promotor de Justiça, titular da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Meio Ambiente do Núcleo Niterói. “Ingressei no MPRJ em 1995, no 18º concurso. Sempre quis fazer Direito, tinha inspirações na família e trabalhei em cartório. Foi justamente a área de Tutela Coletiva que me fez permanecer na instituição. Acredito que os grandes diferenciais da atuação específica na área ambiental são a proximidade com o cidadão, o engajamento, a parceria. Minha atuação em Niterói foi mais direcionada para a área urbanística, e me exigiu uma atenção maior, já que havia uma pressão imobiliária. E carrego também, com muito orgulho, minha atuação na Região dos Lagos, na revitalização da Lagoa de Araruama. Havia muita poluição, lançamento de esgoto e exploração irregular de calcário”, ressaltou Luciano Mattos.  

A segunda entrevistada do programa foi a procuradora de Justiça Patrícia Silveira da Rosa, que recordou sua trajetória. “Me formei na Uerj, meu sonho era ser defensora pública, mas eu fazia estágio no Ministério Público e percebi que, aqui, poderia atuar não só dentro da visão individualista, mas sim de forma coletiva. Gostaria de destacar dois casos específicos nos quais atuei: o primeiro, em relação às encostas do Rio de Janeiro; e o segundo, a interdição da Avenida Niemeyer. Graças ao MP, com o apoio técnico do GATE, conseguimos manter a interdição e mostrar que aquela via continuava em risco”, afirmou.    

A procuradora de Justiça Rosani da Cunha Gomes foi a terceira participante: “Sou nascida em Duque de Caxias, estudei em um colégio tradicional, o Santo Antônio, e também na Unisuam, faculdade particular em Bonsucesso que me deu a base pra seguir na jornada do conhecimento. Quando cheguei ao MP, um fato muito interessante é que, no momento da minha última prova, houve um sorteio sobre dois temas nos quais seria avaliada. Por coincidência, o meu foi Meio Ambiente. Então, ali já estava meio que indicado, sinalizado, qual caminho eu seguiria dentro da instituição. Recentemente, enfrentamos um caso emblemático em tempos de pandemia, que foi o desabastecimento de água. 'Lave as mãos com água e sabão', diziam as campanhas. Mas, cadê a água? O MPRJ, então, entrou com uma ação para garantir o abastecimento. E, principalmente, garantir que a água chegasse também às comunidades carentes", recordou.

No último bloco, a plateia fez perguntas aos entrevistados. Procuradores, promotores e estudantes de Direito participaram presencialmente da gravação, transmitida também de forma online. O ex-presidente do INEA, Luiz Firmino Pereira, presente ao evento, ressaltou a importância dos entrevistados para a área do Meio Ambiente e para o próprio MP: “Para o servidor de carreira é muito importante o papel do MPRJ, trabalhando junto com a área técnica, com a possibilidade de darmos prosseguimento a projetos que acabam sendo descontinuados. Programas ambientais bons precisam de continuidade”, ressaltou.  

Por MPRJ  

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