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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve, nesta sexta-feira (08/05), no Tribunal do Júri, a condenação do policial penal Marcelo de Lima a 40 anos de prisão pelo homicídio qualificado de Thiago Leonel Fernandes da Motta e pela tentativa de homicídio de Bruno Tonini, após um jogo entre Flamengo e Fluminense, em abril de 2023.
Após dois dias de plenário, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo promotor de Justiça Bruno Bezerra, titular da 1ª Promotoria de Justiça junto ao IV Tribunal do Júri da Capital e integrante do Grupo de Atuação Especializada do Tribunal do Júri do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAEJURI/MPRJ). De acordo com a promotoria, o réu teria bradado, em frente a uma pizzaria, que “petista é igual flamenguista, tudo burro e ladrão”, o que provocou reações das vítimas. Após uma discussão, o denunciado efetuou disparos de arma de fogo contra Thiago e Bruno, causando a morte de Thiago e ferimentos em Bruno, que conseguiu sobreviver em razão do pronto atendimento médico.
A Promotoria demonstrou que o crime foi praticado por motivo torpe, em razão do inconformismo de Marcelo com as posições políticas manifestadas pelas vítimas. Durante o julgamento, a acusação destacou a agressividade e a falta de empatia do policial penal, que chegou a atirar contra as vítimas quando ambas já estavam caídas no chão.
O MPRJ também ressaltou que o crime gerou perigo comum, uma vez que o denunciado efetuou disparos em via pública, com grande circulação de pessoas que confraternizavam em bares da região, além de ter sido praticado mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, surpreendidas pela ação inesperada do denunciado.
Além da pena de prisão, o Juízo determinou a perda do cargo do ex-policial penal.
Por MPRJ
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