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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial do Núcleo Nova Iguaçu, denunciou o médico Fransérgio Junqueira de Castro e a servidora pública Mônica Branco Lopes Vieira da Silva por comercialização e aplicação ilegal do medicamento Mounjaro, utilizado para emagrecimento, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Patrícia Marinho, em Nova Iguaçu. Na tarde desta quinta-feira (14/05), a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) cumpriu três mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu na UPA e em endereços vinculados aos denunciados.
A pedido do MPRJ, o Juízo determinou o afastamento dos denunciados dos cargos que ocupam no município de Nova Iguaçu. A investigação teve início após denúncia anônima sobre a venda irregular do medicamento dentro da unidade de saúde do município. Diligências realizadas pelo Grupo de Apoio aos Promotores do NIP Nova Iguaçu (GAP/MPRJ) confirmaram que pacientes eram orientados sobre o suposto tratamento mediante pagamento e que a substância era aplicada ilegalmente durante o horário de funcionamento da UPA.
Segundo a denúncia, Mônica realizava o atendimento inicial e intermediava os contatos, enquanto Fransérgio era responsável pelas consultas e aplicações da substância, sem a realização de exames ou a adoção de protocolos médicos adequados. As investigações apontam ainda que eram cobrados R$ 150 por aplicação do produto, com pagamentos feitos em dinheiro ou por PIX diretamente para a conta do médico.
De acordo com o MPRJ, o produto era armazenado em ampolas, administrado por meio de seringas e não possuía identificação de origem, registro sanitário ou autorização do órgão regulador.
Por MPRJ
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