Notícia
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A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Campos dos Goytacazes instaurou, nesta quarta-feira (16/09), inquérito civil para apurar possíveis irregularidades na distribuição e utilização de vagas destinadas ao trabalho extraordinário de policiais civis na 146ª DP (Guarus), por meio do Regime Adicional de Serviço (RAS). A apuração teve início a partir de uma comunicação encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
De acordo com o relato, o chefe de serviço da unidade estaria se apropriando indevidamente de vagas destinadas ao trabalho extraordinário de policiais civis. Segundo as informações recebidas, ele faria inscrições em seu próprio nome e solicitaria que policiais de sua confiança ocupassem vagas para, posteriormente, repassar a ele os valores recebidos.
Para apurar os fatos, o MPRJ requisitou informações sobre os critérios de distribuição das vagas, as escalas dos últimos 12 meses e os valores pagos aos policiais. Também foram solicitados os registros eletrônicos do sistema de gestão do RAS, a fim de verificar eventuais alterações nas escalas e identificar os responsáveis.
A apuração sobre a distribuição das vagas do RAS foi estendida à 134ª DP (Centro). A Promotoria avaliará ainda a necessidade de investigar a existência de possíveis irregularidades em outras delegacias de Campos dos Goytacazes.
Por MPRJ
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