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Nascida em 18/10/1944, na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, Ana Maria Gattás Bara graduou-se em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Depois de formada, atuou nos setores de Relações Públicas e Expediente e Arquivo, do Departamento Municipal de Água e Esgoto de Juiz de Fora (1964). Em seguida, ingressou no Banco de Crédito Real de Minas Gerais (1964 a 1970), atividade que conciliou com a advocacia, entre 1964 e 1972.

Em entrevista ao Procurador de Justiça Márcio Klang, na gravação da 15ª edição do projeto "Personalidades do MPRJ" (2022), Ana Maria comentou que ao longo da graduação, tinha maior interesse pela Defensoria Pública. Contudo, ao estudar mais profundamente sobre a atuação do Ministério Público, especialmente o seu papel na defesa da família, dos animais e das vítimas, decidiu prestar concurso para a instituição. Assim, em 1972, foi nomeada Promotora de Justiça de 1ª Entrância do Ministério Público do antigo Estado do Rio de Janeiro.

Ao longo da trajetória ministerial, destacou-se principalmente na área criminal, em promotorias ligadas ao Tribunal do Júri. No Júri, atuou em casos de grande repercussão, como o do assassinato do famoso jornalista e humorista Leon Eliachar, em 1987, sendo indispensável para a condenação dos acusados. Além disso, atuou engajadamente como Curadora de Menores, dedicando-se a campanhas voltadas ao incentivo da assistência a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

No âmbito associativo, foi eleita Diretora Social da Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (AMPERJ), em 1982, sendo responsável por elaborar e coordenar eventos sociais e o calendário anual.

Após intensa trajetória marcada pelo compromisso com a justiça e com os cidadãos fluminenses, em 1993 foi promovida a Procuradora de Justiça, aposentando-se no mesmo ano. Mesmo aposentada, seguiu contribuindo para a preparação de futuros profissionais da área do Direito, a exemplo do curso de simulação de júri ministrado na Universidade Grande Rio, em 1996.

Ao ser questionada pelo Dr. Márcio Klang, no projeto "Personalidades do MPRJ", sobre o significado do júri, Ana Maria definiu-o como: "uma junção de emoção e técnica". Recordou, ainda, sua primeira experiência nesse ambiente, mencionando o nervosismo e a apreensão que sentiu no primeiro momento, assista seu depoimento no link: https://www.youtube.com/watch?v=6dbqtMCraIs&t=9s

Ana Maria Gattás Bara faleceu em 13 de junho de 2025, aos 80 anos, mas segue lembrada pela compaixão, empatia e maestria com que realizava seu trabalho e promovia justiça.

Prestaram depoimentos emocionados Luiza Thereza Batista de Matos e Zilma de Castro Cunha Almeida, amigas e Procuradoras de Justiça, e Regina Maria Bara Paschoalino, irmã de Ana Maria.

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