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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) sediou, nesta quarta-feira (25/02), no auditório do Edifício-Sede, a 61ª Reunião Ordinária do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN). É a primeira vez que o evento é realizado no MPRJ. Participaram agentes de órgãos federais, estaduais e municipais, além de representantes do setor privado. O tema do encontro foi “Mercados Ilícitos e Organizações Criminosas no Rio de Janeiro”, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).
Sob a coordenação da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), o SISBIN é responsável pelo processo de obtenção, análise de informações e produção de conhecimentos de inteligência necessários ao processo decisório do Poder Executivo. Também atua na proteção de informações sensíveis e estratégicas do Estado brasileiro, com o objetivo de integrar as ações de planejamento e execução das atividades de inteligência no país.
Durante a reunião, o diretor-executivo do Instituto Combustível Legal, Carlo Faccio, apresentou levantamento realizado pela entidade sobre a infiltração de organizações criminosas no setor, por meio do uso de empresas de fachada para lavagem de dinheiro. Já o coordenador de Análise de Redes Criminais Transnacionais da ABIN, Marcos Sereno, expôs estudo sobre as facções criminosas que atuam no território brasileiro, destacando a crescente sofisticação das organizações, a infiltração em estruturas estatais e a indução de práticas de violência e extorsão em um processo contínuo de expansão.
“Não há tempo a perder na compreensão das dinâmicas criminais das organizações criminosas, notadamente quanto à sua inserção nos mercados formais. As reuniões do SISBIN são espaços qualificados para o aprofundamento desse conhecimento”, afirmou Reinaldo Lomba, coordenador da CSI/MPRJ.
“O MPRJ é parceiro da ABIN desde o início da minha gestão, há pouco mais de três anos. Essa parceria é muito importante, pois trabalhamos intensamente com órgãos do Executivo, sejam eles federal, estadual e municipal, e precisamos da independência do Ministério Público, que não apenas defende os interesses da sociedade, mas também representa sua voz”, destacou Roberto Carvalho Costa, superintendente da ABIN no Rio de Janeiro.
Por MPRJ
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