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O procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, participou, nesta sexta-feira (12/06), de evento promovido pelo Instituto de Educação Roberto Bernardes Barroso (IERBB/MPRJ) para debater estratégias de combate aos mercados ilegais, ao crime organizado transnacional e à lavagem de capitais. A exposição foi conduzida por David Luna, diretor da Coalizão Internacional Contra as Economias Ilícitas (ICAIE) e ex-integrante do Departamento de Estado dos Estados Unidos, e teve como foco a qualificação de novos promotores, além de membros e servidores que atuam nas áreas de combate ao crime organizado e aos ilícitos financeiros.
Ao abrir o evento, o PGJ ressaltou a importância das parcerias estratégicas para o aprimoramento das atividades institucionais, tanto na qualificação profissional quanto no intercâmbio de informações e expertises. Ao saudar a presença de integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) no evento, Antonio José destacou os expressivos resultados obtidos pelo grupo no enfrentamento ao crime organizado.
“Este encontro contribui para ampliar nossa expertise e qualificar ainda mais o trabalho do MPRJ, que tem o compromisso de atuar com excelência em todas as áreas, especialmente na segurança pública. Há uma preocupação global com a criminalidade organizada. Os diferentes órgãos têm procurado somar esforços para enfrentar esse problema comum, que atravessa fronteiras e atua cada vez mais no ambiente digital”, afirmou o procurador-geral de Justiça.
Durante a exposição, David Luna detalhou a dinâmica dos principais mercados ilícitos em escala global - como os de drogas, ouro, petróleo e produtos falsificados - e seus impactos sobre a economia formal e a segurança pública, uma vez que alimentam a corrupção, a violência e a desestabilização de mercados.
O especialista também abordou os mecanismos utilizados por organizações criminosas para a lavagem de dinheiro e a ocultação de ativos, incluindo o emprego de empresas de fachada e tecnologias digitais. Nesse contexto, reforçou a necessidade de aprimorar a inteligência financeira, a análise e o cruzamento de dados, além de ampliar a cooperação internacional como forma de fortalecer as estratégias de prevenção, investigação e repressão.
Por MPRJ
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