NoticiasDetalhe

Notícia

Infância e Juventude
MPRJ divulga censo que aponta alta de 10,8% nos acolhimentos de crianças e adolescentes no Estado do Rio de Janeiro em 2026
Publicado em Fri Sep 25 18:45:18 GMT 2026 - Atualizado em Fri Sep 25 18:58:01 GMT 2026

O Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça da Infância e da Juventude do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (CAO Infância e Juventude/MPRJ) apresentou, nesta sexta-feira (25/09), os dados do 37° Censo da População Infantojuvenil Acolhida no estado. O levantamento mostra que, em 2026, foram registrados 1.854 acolhimentos, um crescimento de 10,8% em comparação com o ano passado. A negligência é o principal motivo para o acolhimento, respondendo por 46,1% dos casos registrados. Em seguida aparecem os abusos físicos ou psicológicos (8%) e o abandono pelos pais ou responsáveis (7,5%).

O evento, realizado no auditório do edifício-sede da instituição, foi aberto pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, que falou sobre a importância dos números consolidados para orientar a atuação do MPRJ: "O censo nos permite ter um quadro exato das crianças e adolescentes institucionalizados. Eles nunca foram considerados apenas números, mas pessoas que precisam ser vistas e consideradas nas ações do Ministério Público. Essas informações são fundamentais para orientar nossa atuação, identificar necessidades e contribuir para a formulação e o aprimoramento de políticas públicas voltadas à infância e à juventude. O nosso objetivo é que esses dados sirvam cada vez mais para que possamos conhecer a realidade dessas crianças e adolescentes e atuar de forma mais efetiva na garantia de seus direitos", ressaltou Antonio José.

Atualmente, o estado conta com 187 serviços de acolhimento, três a mais do que no ano anterior. A capital tem o maior percentual de acolhidos, 25,67%. Campos dos Goytacazes, aparece em segundo lugar, com 12,02%; seguido por São Gonçalo (4,53%) e Petrópolis (3,61%). Um outro indicador apontado pelo censo é a escolarização, processo formal de frequentar a escola, receber instrução acadêmica e cumprir os ciclos de ensino exigidos ou oferecidos pelas instituições de ensino. Entre os acolhidos, a proporção dos que estudam passou de 70,47% em 2025 para 74,16% este ano.

"O MCA é um sistema que transformou a nossa forma de atuar junto às crianças e aos adolescentes acolhidos. No passado, muitos deles cresciam dentro das instituições e permaneciam por longos períodos nos serviços de acolhimento. Hoje, essa realidade mudou. Trabalhamos para que cada criança e adolescente permaneça no acolhimento apenas pelo tempo necessário, garantindo que tenham seus direitos assegurados e que possam, sempre que possível, retornar à convivência familiar ou encontrar uma nova possibilidade de cuidado e proteção", afirmou a promotora de Justiça Carina Flaks, coordenadora do CAO Infância e Juventude/MPRJ área não infracional.

A primeira palestra, com a divulgação dos dados do censo, foi apresentada pela promotora de Justiça Raquel Madruga, subcoordenadora do CAO Infância e Juventude/MPRJ área não infracional. "O censo reúne informações importantes sobre o perfil das crianças e adolescentes, além dos serviços de acolhimento disponíveis. E nosso objetivo é atuar antes do acolhimento, reduzir a necessidade de afastamento e garantir a eles o direito à convivência familiar e comunitária, sempre de forma segura", destacou Raquel Madruga.

A programação continuou com a diretora de Proteção Social Especial da secretaria de Assistência Social do Município de Franca, em São Paulo, que falou sobre o fortalecimento de vínculos familiares, políticas de cuidado e rede de proteção. A terceira palestra, proferida pela promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), Renata Rivitti, abordou estratégias para fortalecer os vínculos familiares e garantir que o acolhimento seja usado apenas quando necessário. Por fim, a psicóloga Carla Moreira Cerqueira de Santana apresentou um painel com o tema “A Arte como dispositivo de cuidado e acolhimento institucional.”

Na parte da tarde, foram anunciados os vencedores do “XVI Concurso Cultural MCA”. Ao todo, 15 crianças e adolescentes atendidos pelos serviços de acolhimento de todo o estado foram premiados por seus trabalhos, que incluíram desenhos, vídeos, redações, maquetes, artesanato e poesias.

A mesa de abertura do evento foi composta pelo subcorregedor-geral do MPRJ, Galdino Augusto Coelho Bordallo, representando a corregedora-geral, Viviane Tavares Henriques; pela procuradora de Justiça e idealizadora do MCA, Maria Amélia Barretto Peixoto; pelo coordenador do CAO Infância e Juventude/MPRJ área infracional, Afonso Henrique Reis Lemos Pereira; e pelo promotor de Justiça Heleno Ribeiro Pereira Nunes Filho, diretor de Esportes da Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (AMPERJ), representando o presidente Cláudio Henrique da Cruz Viana.

Veja aqui o 37° censo na íntegra

Por MPRJ

mprj
pgj
37º censo
VISUALIZAÇÕES AINDA NÃO CONTABILIZADAS
*Fonte: Google Analytics
(Dados coletados diariamente)

Link Ver Todos

NoticiasRelacionadas

Compartilhar

Compartilhar