NoticiasDetalhe

Notícia

Criminal
MPRJ obtém condenação de 15 anos de prisão por homicídio qualificado na Penha
Publicado em Wed Mar 11 17:24:56 GMT 2026 - Atualizado em Wed Mar 11 17:24:52 GMT 2026

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve a condenação de Idelmar Lopes de Souza a 15 anos de reclusão, em regime fechado, pelo homicídio qualificado de Carlos Eduardo de Paula Andrade. O julgamento foi realizado no IV Tribunal do Júri da Capital e encerrado na noite desta terça-feira (10/03). O crime aconteceu em março de 2023.

Carlos Eduardo foi morto tiros, disparados de dentro de um veículo, enquanto andava de bicicleta em uma avenida movimentada na Penha, Zona Norte do Rio. O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça junto ao IV Tribunal do Júri da Capital e reconheceu as qualificadoras de motivo fútil e de recurso que dificultou a defesa da vítima. O crime foi cometido por volta das 11h da manhã, em via pública, circunstância que também expôs terceiros a risco. 

Segundo a denúncia do MP, a própria vítima conseguiu identificar Idelmar como autor dos disparos antes de ser socorrida. A informação foi relatada por sua esposa, que recebeu uma ligação do telefone do marido logo após o ataque. As investigações apontaram um histórico de conflitos entre o réu e a vítima, motivado por ciúmes relacionados a um suposto relacionamento entre Carlos Eduardo e uma ex-namorada do acusado.

Em depoimento em plenário, testemunhas relataram que o denunciado apresentava comportamento possessivo e agressivo, tendo inclusive ameaçado a vítima meses antes do crime, fato que chegou a ser registrado em ocorrência policial. A ex-namorada do réu também relatou ter sido perseguida e ameaçada após o término do relacionamento e reconheceu o veículo utilizado por ele no dia do homicídio.

A 1ª Promotoria de Justiça junto ao IV Tribunal do Júri da Capital informou que irá recorrer da pena fixada, por entender que a sentença não considerou adequadamente circunstâncias relevantes do crime, como o horário e o local da execução, o risco gerado a terceiros e as consequências para a família da vítima. Carlos Eduardo deixou esposa e dois filhos menores e ajudava a criar o filho da viúva, ainda criança, o que ampliou os impactos familiares e psicológicos decorrentes do crime.

Por MPRJ

VISUALIZAÇÕES AINDA NÃO CONTABILIZADAS
*Fonte: Google Analytics
(Dados coletados diariamente)

Link Ver Todos

NoticiasRelacionadas

Compartilhar

Compartilhar