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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve na Justiça a condenação de três policiais militares por alterarem o local onde Kathlen Romeu foi morta, no dia 8 de junho de 2021, no Complexo do Lins. A decisão da Sexta Câmara Criminal foi proferida após recurso do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP/MPRJ) contra a absolvição dos acusados pela Auditoria da Justiça Militar, em 2025. Eles foram condenados à pena de dois anos de prisão, em regime aberto.
De acordo com a denúncia da 2ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar, os réus alteraram a cena do crime ao retirar do local cartuchos deflagrados de fuzis utilizados pelos próprios policiais. Ainda segundo a acusação, na delegacia, eles apresentaram de forma fraudulenta cartuchos e munições diversas, com o objetivo de simular vestígios de um suposto confronto com criminosos.
"A prova dos autos aponta para a não ocorrência de confronto armado que justifique a apreensão dos doze estojos de munição deflagrados, material incompatível em quantidade e qualidade com os relatos das testemunhas presentes no local e com as conclusões da prova técnica. No mesmo sentido, a alegação dos apelados de que a remoção dos vestígios do local do crime teria sido necessária em razão da hostilidade da população presente deve ceder face ao conjunto probatório produzido pelo Ministério Público", descreve o acórdão.
O MPRJ ressalta que o crime de homicídio qualificado de Kathlen Romeu é objeto de ação penal própria. Os policiais denunciados pela morte da jovem serão julgados por júri popular.
Por MPRJ
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