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O Centro de Memória Procurador de Justiça João Marcello de Araújo Júnior (CDM/MPRJ) realizou, nesta segunda-feira (16/03), a gravação da 26ª edição do projeto Personalidades do MPRJ no auditório Vera Leite, com o tema “Operação Catedral Rio e o Combate à Violência Sexual Infantil”. A entrevista foi conduzida pelo coordenador do CDM/MPRJ, procurador de Justiça Márcio Klang, e contou com a participação do procurador de Justiça aposentado Romero Lyra e das promotoras de Justiça Gabriela Brandt e Mônica Marques.
No primeiro bloco, o tema foi a Operação Catedral Rio I e II, deflagrada no final da década de 1990 para combater a pedofilia na internet. Romero Lyra, que foi o promotor responsável pelo caso, relembrou sua atuação e destacou os desafios enfrentados em um contexto em que os crimes cibernéticos ainda eram desconhecidos. Aposentado desde 2009, Lyra relatou que a investigação foi longa e complexa. “O promotor de Justiça está preparado para atuar contra grupos de extermínio. Temos condições físicas, mentais e intelectuais. Mas ninguém está preparado para investigar crimes contra crianças, contra um bebê que cabe na palma da mão e é violentado por um adulto. Não é humano”, disse.
Desde os primeiros anos no MPRJ, a promotora de Justiça Gabriela Brandt dedicou-se à defesa dos direitos de crianças e adolescentes. De 2010 a 2013, foi gestora do Módulo Criança e Adolescente (MCA), tendo recebido menção honrosa do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) pela gestão à frente da iniciativa. Criado pelo MPRJ em 2007, o sistema consiste em cadastrar e monitorar crianças e adolescentes acolhidos no estado do Rio de Janeiro. “É praticamente impossível falar em defesa da criança e do adolescente sem realizar o monitoramento desses jovens”, concluiu.
Durante a entrevista, a promotora de Justiça Mônica Marques destacou a importância de um trabalho preventivo para a proteção da infância e juventude. Em 2021, ao observar a quantidade de denúncias relacionadas a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual em Santa Cruz e Guaratiba, ela desenvolveu o projeto “Educar é Proteger”. O programa promove a conscientização sobre diferentes formas de abuso de maneira lúdica, por meio de palestras educativas em escolas. “É muito gratificante, porque é muito bem recebido pelas crianças. Elas demonstram grande interesse e curiosidade em aprender”, ressaltou.
Os entrevistados também comentaram as novas regras trazidas pela Lei nº 15.211/2025 (ECA Digital), que entra em vigor nesta terça-feira (17/03), destacando a importância da união no combate à pedofilia. O ECA Digital é a primeira lei brasileira a estabelecer regras e punições aplicáveis às plataformas digitais, promovendo a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online. Em breve, o episódio estará disponível em todas as plataformas oficiais do MPRJ
Por MPRJ
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