Notícia
Notícia
Após dois dias de julgamento, o Grupo de Atuação Especializada do Tribunal do Júri (GAEJURI/MPRJ) obteve, nesta sexta-feira (10/04), a condenação do ex-policial militar Rodrigo Silva das Neves a 32 anos, nove meses e 18 dias de prisão pelo homicídio de Fernando Iggnacio. O crime ocorreu em novembro de 2020, em um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio.
A acusação foi sustentada pela promotora de Justiça Andrea Fava, do GAECO/MPRJ e pelos promotores de Justiça Roberta Maristela dos Anjos e Matheus Rezende, do GAEJURI/MPRJ. Durante o julgamento, foi apresentado um conjunto consistente de provas, incluindo armas apreendidas na residência do réu, imagens de câmeras de segurança, anotações relacionadas ao crime e outros elementos técnicos. O Conselho de Sentença acolheu integralmente as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e emboscada.
Inicialmente, três acusados seriam julgados como executores do crime. No entanto, na abertura da sessão, dois deles — Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro — destituíram suas defesas por divergências estratégicas. A Defensoria Pública foi nomeada, e o julgamento de ambos será realizado em data futura.
Ao longo da instrução em plenário, foram ouvidas testemunhas, entre elas policiais envolvidos nas investigações, o piloto do helicóptero da vítima, o zelador do condomínio onde o réu residia e funcionários do heliporto.
A coordenadora do GAEJURI/MPRJ, promotora de Justiça Simone Sibilio, destacou a relevância da decisão do júri: “A condenação reafirma a efetividade do trabalho técnico do Ministério Público e a importância da atuação integrada no enfrentamento a crimes graves, sobretudo aqueles ligados à criminalidade organizada.”
O crime
Fernando Iggnacio foi morto a tiros logo após desembarcar de um helicóptero, ao chegar a um heliporto no Recreio dos Bandeirantes. Ele foi surpreendido antes de entrar em seu veículo.
Segundo a denúncia do GAECO/MPRJ, o homicídio está ligado à disputa entre grupos rivais pelo controle do jogo do bicho. O contraventor Rogério de Andrade é apontado como mandante e está preso desde outubro de 2024.
Processo nº: 0263379-25.2020.8.19.0001
Por MPRJ
VISUALIZAÇÕES AINDA NÃO CONTABILIZADAS
(Dados coletados diariamente)
