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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve, nesta quinta-feira (17/09), a condenação de Charliston Rodrigues Eliziário a 25 anos de prisão pelo homicídio de Lucicarlos Coutinho da Silva e pela ocultação do cadáver, em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. O crime ocorreu em 4 de janeiro de 2020, poucos dias depois de o réu deixar a prisão durante a saída temporária de Natal. Na ocasião, Charliston já cumpria penas que somavam mais de 40 anos por homicídios anteriores.
De acordo com a 2ª Promotoria de Justiça Junto ao I Tribunal do Júri da Capital, Lucicarlos era amigo de Charliston e de sua então companheira, Cintia da Silva Pessanha e costumava frequentar a residência do casal. No dia do crime, a vítima pernoitava no imóvel quando foi surpreendida, sofreu golpes no pescoço e no abdômen e foi asfixiada. O corpo foi posteriormente levado para um córrego, onde foi encontrado em estado de decomposição.
Charliston foi condenado a 23 anos pelo homicídio e a dois anos pela ocultação do cadáver. A denúncia atribuiu ao crime as qualificadoras de emprego de asfixia e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, que foram acatados pelo Conselho de Sentença.
Cintia da Silva Pessanha também foi julgada nesta quinta-feira, inicialmente denunciada pelo MPRJ por participação nos crimes. Durante o julgamento, porém, a Promotoria pediu sua absolvição por entender que as provas produzidas não demonstraram sua participação.
Por MPRJ
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