Notícia
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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) acompanha as apurações relacionadas à operação policial realizada na quarta-feira (18/03), no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, que resultou em oito mortes, sendo um morador e sete suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas.
Nesta quinta-feira (19/03), promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP/MPRJ) e peritos da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) estiveram na casa situada em um beco, com acesso pela Rua Barão de Petrópolis, onde ocorreram parte das mortes durante a operação.
Na parte da tarde, técnicos da Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia da Coordenadoria de Inteligência da Investigação (DEDIT/CI2/MPRJ) realizaram varredura com scanner e registros fotográficos detalhados da área, que permaneceu isolada para os exames periciais. Participaram ainda a promotora de Justiça Laura Minc, integrante do GAESP/MPRJ, e o subcoordenador de Inteligência da Investigação, promotor de Justiça Murilo Bustamante, que observaram que o local não estava desfeito, havendo orifícios de entrada e saída de projéteis, pertences do casal, vestígios de sangue, estojos e segmentos corporais. O material coletado subsidiará a elaboração de laudo técnico.
A diligência contou com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), estando a Delegacia de Homicídios à frente das investigações. Dois peritos da Polícia Civil também estiveram no local.
Pela manhã, promotores de Justiça e técnicos periciais do Ministério Público acompanharam, também nesta quinta-feira, as necropsias no Instituto Médico Legal.
O GAESP/MPRJ informa que recebeu a comunicação da operação policial e encaminhou o caso para distribuição junto à Promotoria de Justiça com atribuição. A 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro ficará responsável pela apuração. O grupo também requisitou as imagens das câmeras corporais dos policiais envolvidos, além de outras informações sobre os resultados da operação.
Paralelamente, a Promotoria de Justiça junto à Auditoria Militar requisitou as imagens das câmeras corporais de todos os policiais militares envolvidos, bem como informações adicionais à Corregedoria da Polícia Militar (CGPM), para análise no âmbito do controle externo da atividade policial.
Por MPRJ
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