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O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESP/MPRJ) denunciou três policiais civis da Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade pelo crime de concussão. Segundo a denúncia, os agentes exigiram R$ 100 mil de um empresário para deixar de adotar providências relacionadas a supostas irregularidades encontradas em sua fábrica de gelo, localizada em Niterói.
O Juízo da 1ª Vara Criminal de Niterói recebeu a denúncia e expediu três mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos policiais, que estão sendo cumpridos na operação Rasura nesta sexta-feira (06/11) por promotores de Justiça do GAESP/MPRJ, agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e delegados e agentes da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.
De acordo com a denúncia, em maio de 2025, os policiais compareceram à fábrica de gelo, no bairro Caramujo, sob o pretexto de apurar uma notícia de possíveis maus-tratos contra uma pessoa idosa no local. Ao chegarem ao estabelecimento, porém, os policiais questionaram o empresário sobre a procedência do transformador de energia elétrica e das máquinas utilizadas na fabricação de gelo, além da regularidade da ligação de energia que abastecia o imóvel.
Ainda segundo as investigações conduzidas pelo GAESP/MPRJ, os policiais, sob a alegação de que existiam irregularidades no empreendimento comercial, exigiram o pagamento de R$ 100 mil do empresário para deixar de adotar as providências cabíveis.
Como o empresário informou que não dispunha do valor integral, os agentes estabeleceram o pagamento em três parcelas. Diante da impossibilidade de pagar a quantia exigida, o empresário entregou um total de R$ 30 mil aos três policiais, em dois encontros presenciais.
O nome da operação realizada nesta sexta-feira faz alusão à tentativa de modificar, encobrir ou reescrever uma narrativa já constituída, dando aparência de regularidade a uma abordagem realizada mediante falsa identificação funcional e exigência de vantagem indevida, além de produzir versões destinadas a alterar a compreensão inicial dos acontecimentos.
Por MPRJ
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