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O procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, participou, nesta quarta-feira (15/07), da Reunião Estratégica de Cooperação Técnica e Alinhamento Institucional promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para tratar do enfrentamento ao crime organizado no mercado formal de combustíveis. O encontro foi realizado no Escritório Nacional Antifraude do Rio de Janeiro (ENA/RJ) e reuniu autoridades ministeriais, órgãos de segurança pública federais e estaduais, agências reguladoras, órgãos de fiscalização fazendária e representantes técnicos do setor privado.
O objetivo da reunião foi estabelecer um ambiente de diálogo e integração entre os entes federativos, com a definição conjunta de medidas práticas para combater a atuação do crime organizado em setores estratégicos da economia. Durante o evento, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que a pasta está empenhada nessa articulação, contribuindo para viabilizar os acordos e a mobilização necessária das forças policiais e de inteligência para esse enfrentamento. "Nosso diagnóstico é de que a evolução do crime organizado e a ampliação de sua presença no mercado formal exigem respostas articuladas entre a segurança pública, a inteligência, a fiscalização e a regulação", afirmou o ministro. "A presença de todas as instituições aqui demonstra esse compromisso. Estamos irmanados no propósito de fazer essa articulação, com empenho máximo para melhorar cada centímetro da tarefa de enfrentamento ao crime organizado", concluiu.
O procurador-geral de Justiça destacou a gravidade do cenário atual no Rio de Janeiro e ressaltou a importância da realização da reunião, que permitiu a construção de conclusões relevantes e o fortalecimento do compromisso com atuações integradas entre as instituições. Ao abordar a inserção do crime organizado no mercado formal, o PGJ chamou atenção para o desafio da retomada do controle territorial pelo Estado.
"O tráfico de drogas é uma atividade econômica secundária para as principais organizações criminosas. O domínio territorial permite que elas explorem toda a cadeia do comércio local, arrecadando quantias vultosas que são posteriormente lavadas em outras atividades econômicas, como no setor de combustíveis", afirmou o PGJ. "Para o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, é motivo de satisfação participar de uma articulação que reúne autoridades federais e estaduais em torno do enfrentamento ao crime organizado. Esse combate exige aproximação, integração e atuação coordenada entre os órgãos."
Participaram da reunião representantes da Secretaria Nacional de Segurança Pública, da Procuradoria-Geral da República, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Secretaria de Estado de Segurança Pública, da Secretaria de Estado de Fazenda, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), do Instituto Combustível Legal, da Polícia Civil, da Secretaria Nacional do Consumidor, da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos e da Confederação Nacional das Instituições Financeiras.
Pelo MPRJ, também estiveram presentes a coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), Leticia Emile; o coordenador do Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF/MPRJ), Décio Alonso; e o coordenador de Inteligência da Investigação, Francisco Cardoso.
Ao final do encontro, os participantes elencaram questões prioritárias que serão encaminhadas e acompanhadas com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Por MPRJ
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