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MPRJ promove aula aberta para discutir violência doméstica nas famílias
Publicado em Mon Aug 17 14:59:29 GMT 2026 - Atualizado em Mon Aug 17 14:59:23 GMT 2026

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, através do Instituto de Educação Roberto Bernardes Barroso (IERBB/MPRJ), realizou, nesta segunda-feira (17/08), uma aula aberta do curso de pós-graduação em Crianças, Adolescentes e Famílias: novos olhares e novas estratégias. O objetivo da palestra, que teve como tema “O contexto da violência doméstica nas famílias”, foi apresentar a complexidade com reflexões teóricas e práticas para ampliar a compreensão do tema e qualificar a atuação profissional. Durante a abertura, a coordenadora da pós-graduação, promotora de Justiça Luciana Grumbach, destacou o sucesso do curso e a importância de discutir a violência doméstica. 
 
A aula foi ministrada pela procuradora de Justiça Andréa Amin, especialista em Gênero e Direito pela Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ). Durante sua fala, a professora discutiu o contexto em que a violência doméstica acontece e as relações de poder que ela reforça, sua transversalidade e universalidade, ressaltando o sistema complexo em que está inserida.
 
A procuradora falou sobre a construção social de família e da violência, passando por pontos estruturais, econômicos e religiosos, e explicou como foi desenvolvida e consolidada a criança, como categoria autônoma,  e a noção de infância. Andréa também abordou a violência simbólica  e o habitus  a partir das lições de Bourdieu, discorrendo ainda sobre a interseccionalidade e marcadores que também merecem análise, como classe social, raça e idade. A professora discorreu ainda sobre a forma de atuação em casos dessa natureza e o risco da violência institucional e da revitimização. 
 
Por fim, discutiu os desafios atuais enfrentados, como a crescente onda de grupos masculinistas que defendem a supremacia masculina, o fim dos supostos privilégios femininos e o resgate de valores tradicionais, discurso reforçado nas redes sociais pelo movimento das “esposas tradicionais”.
 
Por MPRJ

mprj
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