Notícia
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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Volta Redonda, denunciou e obteve a prisão preventiva de Gabriel Mendes Bernartt pela prática de diversos crimes em ambiente virtual, entre eles injúria racial, racismo, incitação ao crime, divulgação e posse de conteúdo pornográfico envolvendo criança ou adolescente.
De acordo com a denúncia, Gabriel utilizava o ambiente virtual para disseminar ataques racistas, hostilidades contra mulheres e incentivo à violência sexual, além de divulgar conteúdo sexual envolvendo criança e imagens de crueldade contra animais.
A investigação teve início após uma vítima relatar o recebimento de mensagens com ofensas de cunho racial em um grupo de WhatsApp vinculado à comunidade acadêmica de uma universidade federal com campus em Volta Redonda. O avanço da apuração levou à identificação de Gabriel como responsável pelas mensagens.
Com a quebra do sigilo telemático, os investigadores constataram que o episódio não era isolado. Foram encontradas diversas manifestações racistas, mensagens de hostilidade contra mulheres e de incentivo à violência sexual, incluindo uma em que o denunciado afirmou que o estupro de determinada pessoa seria um “dever”. Também foram localizados registros envolvendo animais mortos e mutilados, inclusive imagens em que o denunciado aparece segurando a cabeça de um animal decapitado.
Diante da quantidade e da gravidade dos elementos reunidos, o MPRJ requereu a prisão temporária e a expedição de mandados de busca e apreensão. O Juízo da 4ª Vara das Garantias deferiu as medidas, cumpridas em 31 de julho de 2026 por policiais civis de Santa Catarina, em cooperação com a Polícia Civil do Rio de Janeiro.
A Promotoria alerta para o crescimento expressivo dos crimes cometidos pela internet - como fraudes, extorsões e racismo -, impulsionados pela falsa percepção de anonimato por parte dos criminosos. O Ministério Público ressalta, entretanto, que as vítimas podem e devem denunciar os casos à polícia ou ao próprio Ministério Público, para abertura de investigação e identificação dos responsáveis.
Além de requerer a prisão, o MPRJ pediu a condenação do denunciado por danos morais individuais e coletivos, no montante de 100 salários-mínimos.
Por MPRJ
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