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GAEJURI/MPRJ obtém condenação de líder de facção a 133 anos de prisão por quatro homicídios e duas tentativas
Publicado em Sat Oct 03 08:55:07 GMT 2026 - Atualizado em Sat Oct 03 08:55:01 GMT 2026

O Grupo de Atuação Especializada no Tribunal do Júri do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAEJURI/MPRJ) obteve, nesta quinta-feira (01/10), a condenação de Marcos Leandro de Mello Seixas, conhecido como “Ere”, a 133 anos e quatro meses de prisão. O julgamento, realizado em Três Rios, condenou o réu por quatro homicídios e duas tentativas de homicídio. Segundo a denúncia, Ere liderava o Comando Vermelho na região, e os crimes foram motivados pela disputa com a facção rival Terceiro Comando Puro.

De acordo com a denúncia, na madrugada de 27 de outubro de 2019, em Comendador Levy Gasparian, as seis vítimas retornavam de um baile funk em três motocicletas quando foram surpreendidas por três homens em uma Fiat Toro, na Estrada União e Indústria. Ere estava no banco do carona e, junto com outro homem que ocupava o banco traseiro, efetuou diversos disparos contra o grupo.

Fábio de Figueiredo Gomes Júnior, João Victor Sardinha Pinto e Gabriel Santiago Rogério Guimarães morreram no local. Maicon Douglas Ferreira Guedes chegou a ser socorrido, mas morreu pouco depois. As outras duas vítimas conseguiram escapar. A motocicleta em que estavam caiu durante o ataque, e ambas correram para um matagal, onde permaneceram escondidas até a fuga dos autores.

Segundo a denúncia, as vítimas moravam no bairro Barros Franco, em Três Rios, apontado como área de domínio do Terceiro Comando Puro. Ere, por sua vez, era responsável pela distribuição de drogas do Comando Vermelho em Três Rios e Comendador Levy Gasparian. A rivalidade entre as duas facções foi apontada pelo MPRJ como o motivo torpe para a prática dos crimes.

O Conselho de Sentença reconheceu a prática dos quatro homicídios e das duas tentativas de homicídio, todos qualificados pelo motivo torpe. Atuaram no julgamento os promotores de Justiça Daniela Peroba e Matheus Rezende, integrantes do GAEJURI/MPRJ, e Gabriela da Costa Lopes, titular da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Três Rios.

“Foi um ataque de extrema violência contra seis pessoas que retornavam de um momento de lazer e foram surpreendidas durante o trajeto. Quatro vidas foram perdidas e duas vítimas conseguiram sobreviver. A condenação representa uma resposta a crimes praticados no contexto de disputas entre organizações criminosas e, sobretudo, às vítimas e aos familiares que convivem há anos com as consequências dessa violência”, afirma a coordenadora do GAEJURI/MPRJ, Simone Sibílio. 

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