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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) passa a incorporar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) aos vídeos institucionais produzidos pela Coordenadoria de Comunicação Social (CODCOM/MPRJ), ampliando a acessibilidade das informações divulgadas à população e ao público interno. A iniciativa busca garantir que pessoas surdas tenham maior acesso às notícias, campanhas, orientações e serviços da instituição. As primeiras produções a contar com o recurso são uma série de quatro vídeos sobre a atuação da Comissão Permanente Multidisciplinar de Acessibilidade (CPMA) e o quadro Resumo da Semana, veiculado todo sábado nas redes sociais da instituição.
A adoção de Libras representa um avanço na política de comunicação institucional do MPRJ, ao incorporar a acessibilidade como parte do processo regular de produção e divulgação de conteúdos. Até então, a utilização do recurso dependia de iniciativas pontuais, sem uma estrutura permanente de atendimento às demandas audiovisuais da CODCOM. Com a contratação de um serviço especializado de tradução e interpretação, a comunicação institucional passa a contar com condições para ampliar gradualmente a oferta de vídeos acessíveis, tanto na comunicação interna quanto na externa, nos diferentes canais, como redes sociais, portal institucional, intranet e TV corporativa, além de campanhas institucionais.
A iniciativa surgiu a partir de uma demanda da CPMA. A comissão recomendou que a acessibilidade em Libras fosse ampliada para os materiais institucionais, para além de campanhas e eventos específicos. Para viabilizar a medida, a CODCOM realizou estudos técnicos e financeiros em conjunto com a comissão e consultou outros Ministérios Públicos. Um levantamento identificou que o uso de Libras ainda ocorre de forma pontual, geralmente restrito a campanhas específicas. Entre as experiências identificadas, destacou-se a do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que disponibiliza o recurso também em produções audiovisuais para as redes.
“Com a incorporação de Libras às produções audiovisuais, o MPRJ dá mais um passo para reduzir barreiras de comunicação e assegurar que informações de interesse público cheguem a um número maior de pessoas, fortalecendo o acesso à informação e o direito à participação das pessoas com deficiência", afirmou o procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira.
Saiba mais sobre a CPMA
A escolha da CPMA para inaugurar essa nova etapa da comunicação audiovisual do MPRJ reforça o compromisso da instituição com a inclusão das pessoas com deficiência. A comissão atua na promoção da acessibilidade e na identificação e eliminação de barreiras arquitetônicas, tecnológicas, comunicacionais e atitudinais.
“Como coordenadora da CPMA, vejo esta iniciativa como um importante passo do MPRJ no fortalecimento de suas políticas institucionais de acessibilidade. Ao voltar o olhar para a redução das barreiras comunicacionais, avançamos na construção de uma instituição cada vez mais acessível e inclusiva”, destacou Cristiane Branquinho, coordenadora da Comissão.
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Por MPRJ
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